O VIRGEM DE DEZESSETE.
“A PRIMEIRA VEZ.”
UMA HISTÓRIA DE LUAN FONSÊCA
Ali naquelas revistas, revistas proibidas, ele entregava-se a doce luxúria do voyeurismo. Trancou-se no quarto, ainda era cedo, talvez mais quinze minutos daquele prazer inominável, aquele prazer que ele próprio se dava, daquele prazer único, daquilo que era tão proibido, mas tão praticado. Aqueles seres estampados nas folhas daquelas revistas riam com uma displicência incrível, convidavam-no para um passeio pelo se corpo ali eternizado, mas não era só isso, longe disso, ele delirava naquelas curvas, delirava.
- Alô? – Ele diz atendendo o celular com a mão esquerda.
- Léo? O que você está fazendo?
- Nada, só no quarto...
- Cara, tá na hora de parar com a punheta e se transar de verdade, você não acha?
- Vai se foder, Kiko.
- Te encontro em 15 minutos na lanchonete da escola, e toma um banho, lava as mãos e ...
- Tá bom, chega!
***
Quinze minutos depois Leonardo estava chegando a lanchonete, os cabelos desgrenhados caiam-lhe até a linha dos olhos, olhos brilhantes e bonitos, os dezessete anos mal completados traziam junto com eles toda a insegurança que a idade traz, mas por outro lado toda a invulnerabilidade que especialmente vem com os dezessete não vieram para Léo.
Avistou o amigo em uma mesa no fim da lanchonete, estava lotado aquilo, detestava que as pessoas fiquem olhando para ele, mas tinha que passar por quase todas as mesas para chegar onde estava o amigo.
Assim que chegou sentou-se de costas para a multidão, olhou para o amigo, como ele poderia parecer tão displicente e cheio de confiança, uma confiança inabalável, os cabelos eram quase iguais os seus exceto que eram de um preto tão intenso que nem a noite mais escura poderia ser comparada, as roupas de grife, como as Leonardo, porém junto a tudo era quase que impossível passar e não olhá-lo, os olhos de um azul profundo agora escondidos por um Rayban, que lhe dava ainda mais charme, a mochila no chão e o celular nas mãos, esse era Kiko.
- Finalmente, hein? – Ele diz dando um sorriso ao amigo.
- Não me atrasei, o sinal nem tocou!
- Verdade, você que estava tocando uma!
- Cala boca, cara! – Léo fala olhando para os lados.
- Tá certo, quer um suco?
Ele faz sinal positivo com a cabeça. Kiko chama a garçonete.
- Carol, dois sucos de laranja e dois X-burguer e mais tarde depois da aula no vestiário?
- Pedido anotado – Ela dá as costas e fala baixo. – Você leva as camisinhas!
Ela sai rindo e Leonardo vira para o amigo.
- Como você consegue?
- É só falar, Léo, e se misturar um pouco.
- Vendo parece fácil.
A comida dos dois chegou rápido e os amigos comeram igualmente rápido, Kiko esbanjando charme a torto e a direito e Leonardo que sequer olhava para os lados, comia praticamente com o rosto dentro do prato.
- Cara, você pode tirar o rosto do prato?
- Desculpe!
- Léo, acho que tá na hora de você perder o cabaço, cara!
- Fala baixo! – Leonardo olha para os lados. – Meu, o que tem de errado um cara de dezessete anos virgem?
- Nada de errado! – Kiko tira os óculos. – É vergonhoso!
- Por quê?
- Meu, se você ainda fosse feio, teria como explicar, mas você é bonito, inteligente e...
- Virgem!
- Pior que é verdade!
Os dois ficam ali mais algum tempo, um pouco antes do sinal tocar a lanchonete já estava quase vazia quando um homem de meia idade, meio barrigudo e com uma careca que reluzia pegou no ombro de Kiko.
- Senhor Frederico Gusmão?
Kiko olhou com certo ar de apreensão.
- Professor Carlos! O senhor poderia ter me matado do coração!
- Por quê?
- Prefiro não comentar! – Ele dá uma piscada para Léo que esconde o rosto para rir. – Em que posso ser útil?
- Vamos parar de brincadeira! – Ele fala sério. – O trabalho que o senhor tinha que me entregar até hoje...
- A aula do senhor é a última.
- Sim, mas você fez?
- Vou deixar o senhor com essa dúvida. – Kiko coloca os óculos e pega a mochila. – Vamos Léo a aula vai começar!
Kiko e Léo saem deixando o professor sozinho, mas antes de sair da visão do professor e tendo certeza que o professor ainda os ouvia Kiko falou:
- Puta que pariu que professor chato, nem merece a mulher que tem.
Frederico sentiu vontade de olhar para trás, mas conteve-se.
- Cara, você é louco?
- Fica quieto Léo, vamos planejando quando e como que você vai perder o cabaço!
- Dá pra você não falar essa palavra?
- Não! Relaxa. Vou dar um jeito pra você.
Leonardo balançou a cabeça e sentou-se junto ao amigo na sala de aula.
***
A sala de aula estava especialmente fria aquela manhã, o ar-condicionado parecia estar ligado no máximo, todos os alunos trajavam jaquetas para esquentarem-se, ou, sentavam juntinhos para que o calor do outro passasse para si. Mas, na verdade poucas pessoas estavam realmente ali, o corpo sim, inegavelmente estavam ali, mas a mente...
Uma das poucas pessoas que ainda prestavam atenção a aula era Leonardo que anotava cada suspiro da professora, praticamente nem piscava, a professora parecia que não demonstrava muita atenção se os alunos estariam ou não prestando atenção, copiava e falava ao mesmo tempo, realmente era difícil saber o que fazer, se prestar atenção ao seu discurso ou copiar o conteúdo, mas Léo conseguia fazer as duas coisas com perfeição.
A aula acabara, quando os alunos perceberam que a professora já havia saído outro já estava na sala e começava a fazer a chamada.
- Cadê a trigonometria? – Kiko pergunta para Leonardo guardando o celular.
- Acabou a aula dela há algum tempo.
- E como sempre só você percebeu.
Os dois calaram-se, o professor começou a falar e os alunos voltaram-se ao silêncio e a única coisa que se ouvia era a caneta frenética de Léo que percorria as linhas do seu caderno.
- Léo! – Kiko chama o amigo baixinho. – Festa hoje, você vai?
- Não sei, eu não gosto...
- Vai e vamos começar o plano hoje.
- Plano?
- Sim, e...
O professor chega perto de Kiko e o fica olhando.
- Frederico?
- Sim? – Ele diz assustando-se
- Que ótima conversa! Mas sobre a aula!
- Tá professor, o cateto oposto pela hipotenusa tem o cosseno, certo!
- Bem, - o professor vai pra frente da sala. – Se a aula fosse de trigonometria você estaria errado, mas é de literatura.
Os risos adentram a sala todas as pessoas riam até mesmo Leonardo baixou a cabeça pra rir.
- E você Leonardo, que companhia, não tem outras pessoas pra você andar pra cima e pra baixo.
- Desculpa professor, mas...
Era a chance de Kiko empatar o placar.
- Mas nós nos amamos professor, ele puxa a cadeira de Léo pra perto e o beija no rosto, quem manda no coração?
A sala enche-se de risos novamente.
- Frederico, você quer ir pra fora?
- Professor isso seria preconceito!
Novamente risos, o sinal toca e o placar final fica de dois a um pra Kiko.
O outro professor demorou a chegar, os amigos ficaram ali combinando como fariam para ir à festa, roupas, quem os levaria e o mais importante quem pegaria, ou melhor, quem Kiko pegaria.
Era a última aula do dia, Kiko detestava-as, pois era tão próximo da saída e ainda tinha que aturar mais uma aula, mas era a pior aturar a aula do professor Carlos.
Mais uma vez as pessoas estavam dispersas e mal ouviam o que o professor falava, depois de um discurso sobre as notas baixas obtidas na suas últimas provas, ele virou-se e foi em direção a Kiko que displicentemente bocejava, de óculos escuros e praticamente deitado na cadeira.
- Então Senhor Frederico, me trouxe o trabalho? – Ele diz devagar como se aproveitasse cada sílaba.
- Claro! – Ele sorri e pega o trabalho de dentro da mochila. – Mas, creio que minha nota da prova seja suficiente.
- Será? – Ele vai até o diário, abre-o e olha a nota de Frederico. – Bem...
- Tenho uma ótima professora de física, que me atende sempre que preciso!
O professor fica vermelho de raiva pensava em dizer palavrões enormes, mas calou-se e voltou à aula.
O resto da aula o professor não parou de olhar para Frederico que continuava ali de óculos escuros e encarando o professor.
- Frederico, não acha que deveria tirar os óculos?
- Professor, bem que eu queria, mas não posso!
- Por quê?
- Um probleminha, eu estava com uma garota legal, nós estávamos nos beijando e nos pegando quando um cara chegou e falou pra que eu me afastasse dela, sabe com que argumento?
- Não!
- Que ele era o marido dela! – Altas gargalhas espalharam-se rapidamente pela sala. – Então ele me socou, e por isso os óculos.
- Mas a culpa foi sua!
- Eu estava ajudando ela.
- Ela tinha marido!
- Então a culpa é dele! – Ele senta-se direito. – Ele quem não dá no coro!
Novos risos tomaram conta da sala, o professor ficou possesso, mas a aula havia se encerrado e de propósito Kiko atrasou-se e ia saindo junto com Leonardo quando passaram perto do professor ele tirou os óculos que guardavam seus olhos estupidamente azuis sem nenhum problema.
- É professor, ele fala baixo, homem frouxo com mulher bonita, tem que ser corno. – Ele sai com um riso no rosto e põe o braço por sobre o ombro de Léo.
- Você não cansa, né?
- Precisamos de diversão.
- E você é o palhaço da sala!
- Of Course!
Os amigos saíram rindo e foram para casa, havia muito que fazer até a noite.
***
Leonardo era realmente muito tímido, não sabia o porquê, desde sempre andava com Frederico, afinal cresceram juntos, os pais eram amigos muito antes dos dois nasceram, com a mesma idade, indo sempre as mesmas festas. Mas, não há duas pessoas mais diferentes, Leó sempre muito reservado, tímido e quieto, Kiko era a personificação da displicência, sempre de bem com a vida, adorava arrumar confusão e fazia piadinhas a torto e a direito.
Léo nunca se preocupou com sua virgindade, não que não tivesse vontade de transar, mas por que nunca conseguiria levar uma menina pra cama, pelo menos não sem ajuda, até as meninas que beijou foi mérito delas que simplesmente chegaram nele e pediram, o primeiro beijo foi o mais engraçado, e beijou primeiro que Frederico, mas foi só isso que ele fez antes do amigo, quer dizer, fez antes na vida social. Kiko devia ao amigo seu sucesso acadêmico e por mais que Leonardo quisesse negar devia a ele o sucesso social.
Quando chegou em casa sua mãe também acabara de chegar, cumprimentou-a, subiu até o quarto e pouco tempo depois estava na mesa de jantar, ele, a mãe e o pai.
- A Marina me disse que você e o Kiko vão a uma festa hoje à noite. – A mãe de Leonardo pergunta servindo o filho.
- Nada de importante, acho que é na casa da Samantha.
- Mas, vocês não estão saindo de mais não? – Ela diz servindo-se.
- Nós saímos na terça, só!
- Hoje é quinta!
- Deixa o garoto, o pai de Leonardo que até então estava calado manifesta-se, ele é quase um homem já, precisa se divertir.
- Valeu pai!
***
A noite chegou rápido e Leonardo ainda não havia terminado de se arrumar quando o celular tocou, ele atendeu com uma mão enquanto a outra tentava fechar o zíper da calça.
- Oi, Kiko? ... Termino já... 10 minutos!
Léo terminou rápido, gel no cabelo, blusa vestida, perfume e estava pronto, conferiu quanto de dinheiro tinha, carteira no bolso, desceu. A mãe estava sentada lendo um livro, ele despediu-se e quando estava quase saindo um carro buzinou, era o pai de Kiko, Fernando, ele desceu entrou na casa de Léo, cumprimentou sua mãe e acompanhou-o até o carro, depois de 15 minutos eles estavam na festa.
A festa estava apinhada de gente, isso era tudo que Leonardo mais temia, Frederico parecia que estava no seu habitat natural dele resplandecia uma áurea que iluminava toda a casa era impossível não olhar para ele, Léo não ficava ofuscado, na verdade, tinha o seu próprio charme, mesmo com a cabeça baixa várias garotas demoravam o olhar nele e muitas cochichavam quando ele passava.
- Lá vem a Patrícia!
E ali estava, o vestido curto deixava a mostra um belo par de pernas, os cabelos Chanel e levemente vermelhos davam um toque especial aquele rosto angelical, de maças vermelhas e olhos de um castanho emudecedor. Essa era Patrícia, namorada de Kiko.
- Oi, amor! – Ela diz beijando Frederico.
- Oi, Léo! – Ela beija o rosto dele. – O que temos hoje?
- Nós não sabíamos que você vinha! – Isso estragava os planos de Kiko, bem ele namorava, mas não era eunuco, ela sabia disso, tentava deixar pra lá, tinham um relacionamento aberto, quase aberto.
- Estraguei teus planos?
- Não, mas alguém aqui vai perder o, ele diminui o tom da voz, C-A-B-A-S-S-O – ele soletra- hoje.
- Se soletra com Ç. – Leonardo diz ficando vermelho.
Os três ficaram ali conversando e colocando o papo em dia, por diversas vezes Leonardo sentiu vontade de sair correndo e se esconder, mas continuou firme e forte, bem, depois de duas doses de tequila e alguns copos de vodka era difícil ficar firme e forte.
O que Leonardo mais gostava era de olhar Patrícia, como ele a adorava, mas ela era o fruto proibido, não trairia assim o amigo nunca.
Depois de mais algumas horas, algumas doses de bebida e algumas danças os amigos separam-se, Kiko e Patrícia foram curtir um ao outro mais de perto, bem mais de perto. Leonardo ficou sozinho, da pista de dança foi sentar-se, estava meio tonto, que horas são?
- Oi, Léo! – Uma menina risonha chega perto dele e toca em seu ombro.
- Oi, Marina! – Leonardo fala com um pouco de dificuldade para discernir quem era.
Eles ficaram conversando por um bom tempo, Marina forçava a barra, praticamente jogava-se me cima de Léo, que não percebia, sequer ria das piadas que ela contava, na verdade chegar próximo de uma menina era muito constrangedor para ele, um verdadeiro desafio.
- Léo, ela diz aproximando o rosto, quero beijar você.
Leonardo despertou do estupor, corou, mas aos poucos aproximou os lábios aos de Marina, beijavam-se, Marina queria mais, guiava as mãos dele pelo próprio corpo, Léo deixava, podia não pedir, mas não iria se impor.
Eles levantaram-se e ainda sendo guiado por Marina chegaram a um quarto, Marina sem nenhum pudor começou a tirar a blusa, Leonardo observava, mas algo estava errado, não com ela, mas com ele, bebera demais, mas naquela hora, não agora, não dava mais.
Quando Marina aproximou-se dele ele vomitou em cima dela, não foi por querer, mas necessitava.
- Leonardo! – Marina diz completamente suja.
- Desculpa!
Não houve tempo de ele explicar-se quando menos percebeu ela já havia saído, ele jogou-se na cama e ficou ali até que Patrícia entrou no quarto, foi até ele, sentou-se ao lado da cama.
- Tudo bem com você?
- Além de eu ter cagado tudo? – Ele diz sentando-se a cama.
- Deixa disso!
Ele ficou calado por um tempo junto a Patrícia, foi até a janela olhou pela varanda, as pessoas já estavam indo, como era idiota, mas quem conseguiria segurar um vômito? Mas tinha que ser naquele momento?
- Cadê o Kiko?
- Foi com a Marina pra casa, disse que te ligava depois. – Patrícia pega no braço dele. – Que tal me levar em casa, estou meio tonta.
Leonardo aceitou a proposta seria bom dar cabo logo dessa noite, acompanhou a namorada do amigo pela noite adentro, fazia frio por isso ofereceu sua jaqueta para cobrir os ombros desnudos de Patrícia.
Já estavam quase chegando à porta da casa de Patrícia quando ela sente uma vertigem e cai nos braços de Leonardo.
- Tudo bem?
- Tudo, me leva pra dentro, a chave está na minha bolsa.
Leonardo pega a chave dentro da bolsa dela abre a porta com cuidado e a leva pro quarto, a deita na cama e lhe deseja boa noite, mas quando vai saindo ele segura em sua mão e o puxa, ele se desequilibra e cai na cama, quando vira o rosto encontra-se tão próximo ao rosto dela que sentia sua respiração.
- Descul...
Não houve tempo para completar, Patrícia o calou com um beijo, depois disso, ele entregou-se aos seus movimentos.
- Patrícia...
- Eu te guio!
E assim Patrícia ajudou-lhe a tirar a roupa, e o auxiliou a tirar a própria, estavam pelados e naquele momento a amizade foi derrotada por um sentimento, a luxúria. O que fazer? Esse era o pensamento de Leonardo, lembrou-se de cada filme pornô que ele já assistira, tentou repetir, com êxito, as posições, ela entregava-se a cada nuance de movimento. Os dois tentavam controlar os gemidos e os barulhos, mas estava se tornando difícil fazer isso à medida que o momento do orgasmo se aproximava, essa seria a primeira ejaculação de Leonardo dentro do corpo de outra pessoa, ali ele deixava de ser menino e tornava-se homem, mas a questão de isso estar acontecendo com a namorada do melhor amigo deveria ser desprezível, mas agora não era hora disso era hora de gozar.
***
O sol saiu cedo e a luz iluminava os corpos nus de Patrícia e de Leonardo, ele acordou sobressaltado com o celular tocando, a cabeça doendo, onde ele estava?
- Oi?
- Onde você está?
- Sei lá, cara!
- Léo, menti pra tua mãe dizendo que você dormiu aqui então trata de aparecer aqui logo.
- Tá Kiko...
Kiko...
Agora sim, virou-se e viu Patrícia nua ao seu lado, lembrou-se aos poucos da noite passado, caracas! Vestiu-se rápido, saiu sem fazer barulho, mas não foi uma boa idéia assim que saiu a dor de cabeça aumentou, estava muito claro, ele andou meio cego até a casa de Kiko, ainda bem que era perto, deu a volta, entrou pela porta da cozinha, subiu até o quarto do amigo e ali estava ele, ainda deitado.
- Então?
- O quê?
- Onde você estava? Me conta tudo!
- Temos que ir pra escola, lá eu conto, me empresta umas roupas?
- Deixa disso, me diz!
- Cara, eu não lembro direito e deixa pra lá!
- Você não é mais virgem, né?
- Não! Bem...
- Com quem foi? – Kiko diz levantando e sentando em uma poltrona ao lado do amigo.
CONTINUA***
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