quinta-feira, 15 de setembro de 2011

LEMBRANÇAS DAQUELA NOITE

Quando olho para aquele canto,
onde fizemos amor pela primeira vez,
ainda lembro da minha cueca
suja de batom,
dos teus cílios
no meu peito desnudo,
sinto teu calor,
o gosto que você tem,
teu rímel machando
as minhas bochechas.

Lembro de te esperar,
esperar pelo teu cheiro,
implorar pelo teu beijo,
jogar-me no teu corpo.

Eu,
menino inocente, casto e puro,
você,
selvagem, livre e voluptuosa,
ensinou-me
a arte inexata de amar,
iniciou-me
nos estudos da carne,
deixou-me
sujo do teu suor,
do meu suor,
lambuzado da tua saliva,
quente dos teus beijos.

Ali no canto,
aquele canto escuro e escondido,
onde fizemos amor pela primeira vez,
guarda segredos de quando
conheci teu corpo nu
e o tomei como meu,
quando conhecestes a pressão
do meu sem roupa.

Ali fomos um só,
guardo essa lembraça,
daquela noite,
guardo somente esse lembrança.

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