Quando olho para aquele canto,
onde fizemos amor pela primeira vez,
ainda lembro da minha cueca
suja de batom,
dos teus cílios
no meu peito desnudo,
sinto teu calor,
o gosto que você tem,
teu rímel machando
as minhas bochechas.
Lembro de te esperar,
esperar pelo teu cheiro,
implorar pelo teu beijo,
jogar-me no teu corpo.
Eu,
menino inocente, casto e puro,
você,
selvagem, livre e voluptuosa,
ensinou-me
a arte inexata de amar,
iniciou-me
nos estudos da carne,
deixou-me
sujo do teu suor,
do meu suor,
lambuzado da tua saliva,
quente dos teus beijos.
Ali no canto,
aquele canto escuro e escondido,
onde fizemos amor pela primeira vez,
guarda segredos de quando
conheci teu corpo nu
e o tomei como meu,
quando conhecestes a pressão
do meu sem roupa.
Ali fomos um só,
guardo essa lembraça,
daquela noite,
guardo somente esse lembrança.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
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