Hoje estou me sentindo como um camaleão, eis esse poema:
Sou um camaleão,
adapto-me.
Rapto-me
da realidade e para a realidade.
Encontro-me
na realidade inversa,
indiscreta e
inexoravelmente abalada
por conhecimentos inexatos,
relações inapropiadas,
desvaneios desumanos,
ligações perigosas.
Construo uma parede,
promíscua,
longínqua,
impenetrável;
Onde não passa sequer um sentimento,
nem dor,
nem amor.
Torno-me fisicamente insensível,
volúvel como luz,
espiritualmente devastado,
camaleão sem cor,
flor sem odor.
Sou um camaleão,
palidamente agridoce,
saborosamente inodoro,
inexplicavelmente único.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
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