Vou jogar-me com tudo
nas linhas do destino
cortá-las uma a uma,
roubar o olho das Parcas,
vou fugir para uma realidade paralela.
Entregar-me-ei as volúpias da vida
sem perguntar quem,
onde nem por quê.
Livremente libertino,
adoravelmente devasso.
Sinto a luxúria entrar em cada poro meu,
quero cair, como quero,
pois quero a levantar,
quero sentir a dor
de um amor perdido,
transformá-la em glória.
Afundar-me em meios relacionamentos
cheio de meias verdades,
meios sentimentos,
e total liberdade.
Beijar sem me importar que tem alguém em casa,
se tem alguém vendo,
usar meu corpo,
meu corpo,
usá-lo e abusar dele.
Devasso,
isso que serei,
usar de toda minha inconsequência,
abusar da minha experiência,
por fim,
quando satisfeito,
serei eu novamente
uma jaula pruma fera
que fez ou outra aparecesse,
devolverei o olhos às Parcas
e voltarei a pensar que não sou
senhor do meu destino,
mesmo que essa mentira
passível e volúvel.
domingo, 31 de julho de 2011
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